sábado, 9 de novembro de 2013

PAELLA      
                 
                                                   
 


Para ela
Selecionei os mariscos e
Poesias eternamente rabisco.

Para ella
pescados y mariscos seleccionados y
Eternamente poesía garabatos.


 
Pesquei o Martim mais tenro e resistente,
Mergulhei fundo nos meus sentimentos,
Submergi na busca da lagosta mais fresca.

Martin pescado el más tierno y fresco,
Mergulle profundamente en mis sentimientos,
Sumergi en busca de la langosta mas grande.



  
Selecionei as melhores lulas,
E as melhores palavras,
E na Imensidão de mar vejo teu rosto como o sol a brilhar.

He seleccionado los mejores calamares,
Y las mejores palabras,
Y la inmensidad del mar que veo en tu rostro como el sol a brillar.





Camarões rosados e graúdos,
Enquanto eu em alto mar estou rosado de saudade,
Separo os mexilhões enquanto o querer de você remexe meu coração.

Gambas rosadas y grandes,
Enquanto estoy en alto mar, siento una grande nostalgia que me Deja color de rosa,
Separo los mejillones, mientras que tu querer remueve mi corazón.



Enquanto o polvo abraça minhas mãos com seus tentáculos,
Abraço-me as lembranças de ti,
Abraço-te sobre o azulado do mar, a muito querer de te volto meu olhar.

Mientras el pulpo abraza mis manos con sus tentáculos,
Abrazo tus recuerdos,
Te abrazo en el  azulado mar,  en mi gran querer vuelvo mi mirada hacia ti.






Alho, salsinha, cebolas e pimentões coloridos,
Divinamente escolhidos, juntos ao arroz cozidos,
Acrescidos dos frutos do mar escolhidos.

Ajo, perejil, cebolla y  pimientos coloridos,
Divinamente elegidos, juntos con el arroz cocido
Acrescentados los frutos del mar escogidos.






E a todas as dádivas que a te trago do oceano,
Fumegando acrescento açafrão, reluzente como ouro,
Pois em você tenho meu tesouro.
Y todos los regalos que te traigo del océano,
Cocinando acrecento azafrán, reluciente como oro,
 
Porque te tengo como mi tesoro.



E em teu sorriso tenho divinas revelações,
Vargem, vagina e ervilha, tu és minha armadilha,
Único laço que me impede de nas ondas e correntes não seguir em frente.

Y tu sonrisa trae revelaciones divinas,
Vagem, vagina y ervilla , tu eres mi armadilla
Único lazo que me impide de las olas y de la corriente no seguir em Frente.






É você que me traz de volta ao continente, contente,
Cozinho para tí sorridente, perfumo tudo com azeite,
Prato único, divina aquarela... Paella.

 
Eres tu que me trae de vuelta al continente, feliz,
 
Cocino sonrriente, perfumo todo con aceite,
 
Plato unico, divina aquarela ... Paella.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013




BRASIL E PORTUGAL      
                








Molho meus pés no Tejo,
Degustando vinhos e queijos,
Redescobrindo Portugal,
Vislumbro teu litoral.
Mar de onde partiu Cabral,
Velas em riste, treze naus.







Brasil e Portugal,
Compartilhando virtudes,
Nobrezas e licitudes.
E por mais diferentes
Que pareçamos
Como irmãos abraçamo-nos.







Mesmo DNA, mesmos sonhos,
Som de Fado e Chorinho.
Cenários gêmeos,
Onde casas e construções
Parecem continuações
De cidades irmãs.







Virtudes e pecados,
Por padres perdoados,
Jesuítas em catequese...
Sofrera mais quem menos reze.
Onde El rei nosso senhor
Um dia reinou em esplendor.







Antigos escravos, índios e degredados
Em caldeirão de desesperados.
Mouros, Romanescos e brutos,
Foram principais ingredientes
Desta maravilhosa feijoada
Acompanhada por bacalhau na brasa.





Pasteis de Belém, Quindim de Yaya,
Acarajé, Mungunzá,
Vinho e cachaça para se tomar.
Açorda, Moqueca com Dendê,
Muitas formas de cozinhar,
Frutos do mar a nos encantar.





Irmanados na língua,
Abraçados na poesia,
Mesmo lirismo, mesma sintonia.
Sentimentos de saudade
De amantes que procuram-se,
Complementam-se.




                                                                                                       


Um é homem austero,
Distinto e sonhador,
Outro é mulher rendeira,
Linda sedutora e brejeira.
Juntos temos um casamento faceiro,
Do povo português com o povo brasileiro.










domingo, 28 de julho de 2013

“El NIÑO”                                                               







Gostaria de ter
O poder dos ventos
Viajando no espaço,
Viajando no tempo.



Assim que te encontrasse
Contigo brincaria
Levantando tua saia,
Embaraçando teus cabelos.






Sopraria o frio Pelo
Teu corpo só para
Vê-lo arrepiado, te circulando
Da cabeça aos pés.



Lamberia tuas costas,
Tuas costelas
E teus seios em
 Movimentos circulares.






Traria o calor dos trópicos
E aqueceria teus pés,
Sopraria de forma constante
E suave em tua nuca.



Sopraria o frio do atlântico,
E o calor  solar da costa,
Provocando nos recônditos
Do teu corpo “El niño”.






Eu seria esse menino,
Choque térmico,
Provocando tempestades
E chuvas.


Te deixaria toda molhada,
Encharcada, desejando e
Desejada, furacão de querer
Enchentes de prazer.



Assim em louco redemoinho
Juntaria nossas águas na tua
Divina pororoca, onde nossas águas
Não se misturariam.






Mas as minhas águas,
Pequeno e branco riacho,
Seria engolido
No seu profundo e denso mar.







Assim eu sopraria mais uma vez
Provocando pequenas ondas,
E em orgásticas marolas
Seu gozar duraria horas.








Sopraria Sempre
Na sua direção,
Vento Elísio,
De amor e de paixão.





terça-feira, 2 de julho de 2013

       IMPUNIDADE E CORRUPÇÃO






Impunidade e corrupção
São irmãs que vivem abraçadas
Em zelo e cuidados dão-se as mãos,
Vivem em nobres e insuspeitos salões.

                 


Cada uma tem sua característica
Mesmo filhas da mesma mãe
Personalidades distintas
Mas em matéria de ganância faminta.

Corrupção é livre e sedenta
Tendo como único intento
Ter e possuir mesmo que tenha que transgredir
Comprar, pilhar ou acharcar... Sempre quer lucrar.


Impunidade é lerda e covarde
Fecha os olhos a verdade,
Não apura injustiças,
Defende e esconde a carniça.




São gêmeas e siamesas
Uma só existe para a outra,
Em rios de tristeza e degradação
Sujam de sangue e rancor as próprias mãos.

Insensíveis e desumanas
Traem e são insanas
Uma pela ação, outra
Por covarde e triste omissão.


Juntas são tiranas
Fazendo parte do mesmo plano
De roubar e pilhar
E aí de quem reclamar.

Corrupção é faladora e canastrona
Gosta de politicagem
Com lindas jóias faz a melhor imagem
Transformando o erário em miragem. 

Impunidade estudou direito
Aprendeu a fundo e com zelo
As brechas da legislação
Apenas para que nunca prendam sua irmã.

                    


Malvadas e desalmadas,
Perversos fardos para o estado,
Cruéis e dissimuladas
Podem e devem ser dizimadas.

O povo é que abre a porta
A ele cabe a revolta,
Nunca mais aceitando
Profanos em governo e comando,

Indignado o povo exige respeito,
Ser tratado com carinho e zelo,
Pois paga-se pesados fardos
Para enriquecer bandidos desalmados.

Que a terra viva a plenitude
De carregar seres que tenham virtude
Em solicitude governem em bondade
Ressaltando em qualidade honestidade e integridade. 





Honestidade e integridade unidas também são irmãs,
 Diferentes de impunidade e corrupção
Tem boa índole e coração e juntas ao povo clamam
Fora “corja de ladrões”.




Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.


                                                         Ayn Rand (Filósofa Russo Americana-1920)